@MASTERSTHESIS{ 2026:1229058024, title = {Escrevivências docentes negras do curso de licenciatura em educação física da UFMA}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7201", abstract = "O acesso de mulheres negras à docência no ensino superior brasileiro ainda é marcado por desafios históricos relacionados ao racismo estrutural, à desigualdade de gênero e à exclusão epistêmica. No campo da Educação Física, essas barreiras se tornam ainda mais evidentes diante de uma tradição acadêmica pautada por padrões eurocentrados de corpo, saber e prática. Este estudo analisa como as escrevivências de docentes negras, que participaram da criação e implementação do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), evidenciam experiências de enfrentamento, resistência e construção de uma docência atravessada por raça, gênero e classe. Adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na fenomenologia hermenêutica complementada pela escrevivência como epistemologia de resistência (um modo de produzir conhecimento a partir da experiência vivida nas relações cotidianas, em que o pessoal se entrecruza com o coletivo) e como metodologia narrativa (ao ato de pesquisar e narrar a própria experiência como prática de construção e expressão do saber). Os dados foram produzidos por meio de uma Roda de Diálogo, intitulada “Professoras Negras Tecendo Memórias na Educação Física”, realizada no âmbito do VI Julho das Pretas (JUPre) e da V Jornada de Educação Afrocentrada (JEAfro), um espaço de partilha e escuta, no qual emergiram narrativas de escrevivências que articulam memória, corpo e ancestralidade. Os resultados revelam que as professoras negras enfrentam múltiplas formas de deslegitimação e desigualdade, mas também constroem estratégias de resistência e afirmação, transformando o cotidiano acadêmico em campo de luta e de (re)invenção de saberes. Sua presença na Educação Física contribui para o reconhecimento dos saberes locais e a consolidação de práticas pedagógicas comprometidas com a equidade. Suas escrevivências constituem uma epistemologia viva, na qual o ato de narrar-se é também o ato de existir e resistir, desestabilizando hierarquias históricas de conhecimento e afirmando a potência das mulheres negras como produtoras de saberes e de transformação social.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO/CCSO}, note = {DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO I/CCSO} }