@MASTERSTHESIS{ 2026:1509250040, title = {Das estearias à cerâmica Yudjá: poéticas e memória}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7121", abstract = "Esta pesquisa propõe uma investigação interdisciplinar sobre a cerâmica indígena, com ênfase na produção do povo Yudjá, situado na aldeia Pakayá, no Parque Indígena do Xingu (MT), em articulação com o legado ceramista das estearias maranhenses. A partir de uma abordagem que integra antropologia, arqueologia e artes visuais, busca-se compreender como a cerâmica atua como linguagem estética, técnica e simbólica, expressando memória, identidade e resistência dos povos originários. A análise toma como referência a exposição contemporânea Véxoa: Nós Sabemos (2020), problematizando o deslocamento dos artefatos cerâmicos de seus territórios de origem para o espaço expositivo, além dos desdobramentos simbólicos e políticos que esse trânsito implica. O estudo também se ancora em registros documentais fotográficos realizados por Larissa Menéndez em 2014 e disponibilizados no site Visual Virtual MT, atualmente indisponíveis ao público, o que reforça a necessidade de preservação e análise crítica desse acervo. Utilizando como base teórica autores como Berta Ribeiro, Claude Lévi-Strauss e Walter Mignolo, esta pesquisa explora os processos e poéticas envolvidos no fazer cerâmico yudjá, entendendo a cerâmica como uma produção relacionada à coletividade e à memória. Ao abordar a cerâmica enquanto artefato cultural vivo, que transita entre o ritual, o cotidiano e o museu, esta dissertação pretende contribuir para o debate sobre os modos de existência e representação das culturas indígenas no Brasil contemporâneo, promovendo a valorização de seus saberes e estéticas como formas legítimas de produção de conhecimento e manifestação artística. Palavras-chave:", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E SOCIEDADE/CCH}, note = {DEPARTAMENTO DE ARTES/CCH} }