@MASTERSTHESIS{ 2026:7478558, title = {Tendência da mortalidade neonatal no nordeste brasileiro de 2014-2023}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7031", abstract = "INTRODUÇÃO: A mortalidade neonatal corresponde ao óbito de zero a 27 dias de vida, configurando-se como um importante problema de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento. No Brasil, as maiores taxas concentram-se nas regiões Norte e Nordeste, evidenciando marcantes desigualdades em comparação ao Sul e Sudeste. OBJETIVOS: Analisar a tendência da mortalidade neonatal e seus elementos, bem como a sua distribuição na região Nordeste brasileira de 2014-2023. METODOLOGIA: Estudo ecológico de série temporal que analisou o comportamento e a tendência dos óbitos neonatais no Nordeste de 2014-2023, utilizando dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Mortalidade. Os dados foram categorizados e organizados para tratamento estatístico descritivo e de regressão, utilizando-se o software Rstudio®, com modelo de regressão de Prais-Winsten. As causas foram analisadas conforme os grupos do Capítulo 10 da Classificação Internacional de Doenças. RESULTADOS: Registraram-se 62.600 óbitos neonatais, dos quais 76,8% ocorreram no período precoce e 23,2% no tardio, com pico em 2017 e 2018 e maior concentração na Bahia e em Pernambuco. Os óbitos concentraram-se, principalmente entre recém-nascidos do sexo masculino (55,3%), pardos (70,7%) e com extremo baixo peso ao nascer (34,1%), sendo predominantes entre filhos de mães jovens (20-29 anos), pardas (70,7%) e com escolaridade intermediária (47,9%). Sobressaíram óbitos por afecções perinatais e malformações congênitas. Os óbitos neonatais precoces foram majoritários, com invariabilidade nas taxas durante a década, enquanto os óbitos tardios aumentaram após 2020, e as taxas totais registraram patamares semelhantes no período e até levemente crescentes. Bahia e Sergipe exibiram as maiores taxas, enquanto Ceará e Alagoas registraram as menores. No período tardio, Sergipe e Piauí lideraram os indicadores, contrastando com Rio Grande do Norte e Alagoas, que exibiram as menores marcas. A tendência geral da mortalidade neonatal total para o Nordeste é de estabilidade (p=0,633), e entre os estados, a Paraíba apresentou tendência crescente, (APC=1,49%; p=0,021, o Rio Grande do Norte decrescente (APC=- 1,18%; p=0,008) e os demais estados estabilizaram. Para o período precoce, houve declínio no Rio Grande do Norte (APC=-1,85%; p=0,015) e no Piauí (APC=-1,21%; p=0,045) e ascensão em Sergipe (APC=1,54%; p=0,020), já no panorama regional, as taxas estabilizaram (p=0,187). E para o período tardio, há progressão sistêmica na região (APC=1,70%; p=0,001); entre os estados, verificam-se progressão na Bahia (APC=3,24%; p=0,002), com ápice no crescimento, na Paraíba (APC=3,17%; p=0,010) e em Alagoas (APC=1,42%; p=0,049) e estabilidade nos demais estados. CONCLUSÃO: Observa-se estabilidade da mortalidade neonatal no Nordeste, com variações entre os estados: redução no Rio Grande do Norte e Piauí e aumento na Paraíba e Sergipe. Destaca-se a elevação no período tardio em Alagoas, Bahia e Paraíba e no conjunto regional. Predominaram óbitos precoces por causas perinatais passíveis de prevenção, indicando a persistência de desafios e falhas na assistência, exigindo qualificação do cuidado.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS} }