@MASTERSTHESIS{ 2025:1233459310, title = {ETNOFARMACOLOGIA NA VALIDAÇÃO E FARMACOVIGILÂNCIA EM FITOTERAPIA: Revisão do uso de espécies vegetais em comunidades tradicionais brasileiras e o estudo no Quilombo Embiral Cabeça-Branca, Maranhão, Brasil}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7021", abstract = "O homem tem uma relação íntima com as plantas, tão antiga quanto a sua própria história, com o uso das plantas para os mais diversos fins. As pesquisas etnodirigidas (etnobotânicas e etnofarmacológicas) fornecem vasto conhecimento dos diversos usos dos recursos vegetais por comunidades e etnias, com ênfase às populações tradicionais. Entretanto deve ser alertado que a maioria da população desconhece riscos e perigos associados ao uso indiscriminado de espécies vegetais, especialmente para fins terapêuticos. Desta forma este trabalho teve por objetivo realizar levantamento das plantas empregadas e/ou referidas na terapêutica e/ou prevenção de doenças por comunidades tradicionais e desenvolver estudo etnofarmacológico no quilombo Embiral Cabeça-Branca no município de Pedro do Rosário, estado do Maranhão. A pesquisa iniciou a partir da revisão sistemática(capítulo 01) intitulada “Etnofarmacologia: revisão do uso de plantas medicinais em comunidades tradicionais brasileiras” com inclusão de estudos publicados de 2004 à 2026, que resultou em 22 estudos. Predominaram pesquisas com comunidades ribeirinhas e quilombolas, com espécies distribuídas em 14 famílias botânicas, destacando-se Amaranthaceae, Anacardiaceae e Rutaceae, e maior frequência de Aloe vera (L.) Burm.f. e Dysphania ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants; com evidências de uso de espécies vegetais exóticas. Na sequência foi realizada a pesquisa de campo com abordagem etnofarmacológica (capítulo 02) intitulada “Saberes Ancestrais e Práticas de Cura: estudo etnofarmacológico no Território Quilombola Embiral Cabeça-Branca” na qual foi entrevistado o pajé Luiz Teixeira, que resultou na evidencia da representatividade do pajé na assistência a saúde local, com caracterização de espécies amplamente utilizadas no território como forma de cura, algumas sem comprovação de eficácia e segurança terapêutica, o que deve despertar para continuidade dos estudos de validação, como é o caso das etnoespécies papa-terra e pariri; sendo, ainda, evidenciado o apelo de parte da comunidade de assistência no âmbito de cura. Vale enfatizar que em ambos os estudos foi evidenciado uso inadequado de espécies vegetais, quer pela inefetividade terapêutica, riscos de toxicidade e/ou modo de uso incompatível com o referido em compêndios oficiais, a exemplo de Aloe vera (L.) Burm. f. (nome vernacular: babosa). Mediante essas inconsistências e com a finalidade de alertar para os riscos e perigos associados, subsidiando, assim, as ações de Farmacovigilância, bem como a preservação da cultura local, foi desenvolvida uma cartilha educativa (capítulo 03) como devolutiva para a comunidade de Embiral, intitulada “Plantas medicinais de Embiral Cabeça-Branca - MA”. Esses dados incentivam a continuidade da validação de espécies vegetais e reforçam o papel da etnofarmacologia como ferramenta, tanto na seleção de espécies vegetais para Pesquisa e Desenvolvimento de novos bioprodutos como na identificação de riscos e perigos associados ao uso terapêutico popular de plantas sem eficácia e segurança comprovados, incentivando assim as ações de Farmacovigilância em Fitoterapia.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE E AMBIENTE/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE FARMÁCIA/CCBS} }