@MASTERSTHESIS{ 2026:2062005694, title = {Distribuição espaço-temporal de Lutzomyia longipalpis e leishmaniose visceral canina na Região Central do Maranhão, Brasil}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7016", abstract = "A leishmaniose visceral canina (LCV) é uma zoonose de importância em saúde pública, amplamente distribuída no Brasil e de complexo controle, devido a fatores multifatoriais como elevada infestação do vetor Lutzomyia longipalpis em áreas endêmicas. O Maranhão apresenta alta endemicidade para a patologia, demandando estratégias integradas de vigilância. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição espaço-temporal do vetor Lutzomyia longipalpis e sua relação com a ocorrência LCV em um município considerado endêmico na região central do estado. Os flebotomíneos foram capturados em áreas rurais e urbanas do município de Pedreiras/MA entre 2024 e 2025, utilizando-se de armadilhas luminosas tipo CDC, sendo posteriormente identificados e as fêmeas separadas em pools de até dez espécimes por ponto de coleta para análises futuras quanto à presença de DNA de Leishmania e à fonte alimentar sanguínea. Dados de leishmaniose visceral canina foram obtidos a partir de inquéritos soroepidemiológicos realizados entre 2021 e 2024, disponibilizados pelo setor de vigilância em saúde municipal. O vetor foi encontrado em 36 localidades rurais e urbanas, tendo-se capturados 1571 espécimes, distribuídos entre machos (1044 ou 67%) e fêmeas (520 ou 33%). As localidades com maior infestação foram Mutirão (35%), São Benedito (16%) e Vila das Palmeiras (9%), Olho D’água (7%) e Morada Nova (3%). Nos inquéritos caninos foram testados 1557 cães, em 11 bairros, 188 (12,1%) cães foram reagentes para LVC. A prevalência de LVC foi mais significativa no ano de 2021 (19,7%) com queda nos anos seguintes. Nesse mesmo ano, os Bairros Diogo e Goiabal apresentaram similaridade de aproximação de 22,6% e 22,5%, respectivamente. Este estudo indica que há disseminação de Lu. longipalpis, sobretudo na zona urbana, consolidando-o como importante bioindicador epidemiológico. A infecção canina persiste em Pedreiras/MA, com maior concentração na zona urbana. Recomenda-se a adoção de práticas de 'Uma Só Saúde', integrando controle vetorial em pontos críticos, monitoramento geoespacial de áreas de risco, capacitação dos agentes de saúde e melhorias no saneamento básico.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA/CCBS} }