@MASTERSTHESIS{ 2026:1452605479, title = {Análise do Perfil Clínico e Epidemiológico de Pacientes com Esporotricose Humana na Ilha De São Luís, Maranhão}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7015", abstract = "A esporotricose humana associada à transmissão por felinos domésticos consolidouse como uma zoonose urbana emergente no Brasil, especialmente pela expansão de Sporothrix brasiliensis, espécie relacionada a surtos de elevada magnitude e impacto em saúde pública. Em São Luís, Maranhão, a identificação progressiva de casos humanos a partir de 2022 revelou a necessidade de caracterizar o perfil local da doença e compreender sua expressão clínica, epidemiológica e terapêutica. Este estudo observacional e descritivo analisou pacientes com esporotricose humana atendidos no município de São Luís entre agosto de 2022 e julho de 2025, a partir de um estudo observacional, descritivo, do tipo coorte retrospectiva, com análise de dados secundários provenientes de prontuários e acompanhamento ambulatorial, dados clínico-epidemiológicos, registros laboratoriais, histopatológicos e acompanhamento ambulatorial. Foram incluídos 156 pacientes, com predomínio de adultos, sexo feminino, autodeclarados pardos e residentes em diferentes bairros urbanos do município, incluindo áreas periféricas e regiões centrais. A maioria dos casos foi definida por critério clínico-epidemiológico, reforçando a importância da anamnese dirigida, da identificação de exposição a felinos doentes e do reconhecimento clínico precoce em cenários de transmissão zoonótica. A forma linfocutânea foi a apresentação predominante, correspondendo a 66,0% dos casos, seguida da forma cutânea fixa, com 24,4%, da forma cutânea disseminada, com 6,4%, e de lesões oculares, com 2,6%. As lesões acometeram principalmente mãos e braços, padrão compatível com inoculação traumática durante o contato direto com gatos infectados. Embora a maioria dos pacientes não apresentasse comorbidades registradas, foram identificadas apresentações de maior complexidade, incluindo formas disseminadas, acometimento ocular e recidiva em paciente sob imunossupressão, demonstrando a heterogeneidade clínica da doença. O itraconazol 200 a 400 mg/dia foi o esquema terapêutico mais utilizado, empregado quase totalidade dos casos, com tempo de tratamento médio entre 3 a 6 meses, variável conforme extensão, gravidade e resposta clínica. Os achados demonstram que a esporotricose humana em São Luís apresenta padrão compatível com a expansão nacional da zoonose, mas com relevância local particular por representar um cenário ainda pouco sistematizado no Maranhão. O estudo contribui para o reconhecimento do perfil clínico-epidemiológico da doença no município ainda não estratificado e reforça a necessidade de vigilância integrada, diagnóstico precoce, capacitação dos serviços de saúde, manejo adequado dos felinos infectados e ações intersetoriais orientadas pela perspectiva da Saúde Única.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE/CCBS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA/CCBS} }