@MASTERSTHESIS{ 2026:1428650116, title = {Associação entre consumo de alimentos segundo o grau de processamento e dificuldades comportamentais em adolescentes de 10 a 13 anos da coorte brisa}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7002", abstract = "Introdução: A adolescência é um período crítico para a consolidação de hábitos alimentares e para o desenvolvimento da saúde mental. Evidências crescentes sugerem que a qualidade da dieta, particularmente o alto consumo de Alimentos Ultraprocessados (AUP), pode influenciar negativamente o comportamento e a saúde mental, dada a sua baixa densidade nutricional e potencial pró-inflamatório. O estudo desta relação, controlando-se por fatores socioeconômicos e comportamentais, é essencial para a formulação de intervenções específicas. Objetivo: Investigar a associação entre o grau de processamento dos alimentos consumidos com dificuldades comportamentais em adolescentes (10 a 13 anos) participantes da coorte BRISA. Métodos: Trata-se de um estudo de transversal aninhado a uma coorte realizado com adolescentes (10-13 anos) da Coorte BRISA, São Luís, Maranhão (N=2293). A variável de exposição foi o consumo alimentar avaliado por meio do Recordatório de 24 horas (R24h), categorizado segundo a classificação NOVA e mensurado em percentual calórico (%Kcal) da dieta. O desfecho principal foi a Pontuação Total de Dificuldades, avaliada pelo Questionário de Forças e Dificuldades (SDQ). Variáveis demográficas, socioeconômicas e comportamentais (sexo, idade, Classe Econômica Brasileira, atividade física, tempo de tela, duração do sono) foram utilizadas como fatores de confundimento, conforme direcionado por um Gráfico Acíclico Direcionado (DAG). A associação foi testada por meio de análises bivariadas e Regressão Linear Múltipla. Adotou-se o nível de significância de 5%. Resultados: O consumo médio de AUP correspondeu a 30,3% da dieta dos adolescentes. A análise do SDQ revelou que 26% dos adolescentes apresentaram classificação de Risco (limítrofe + clínico) na pontuação total. A análise bivariada indicou uma associação significativa entre o consumo de AUP e o sexo, sendo as adolescentes do sexo feminino mais prevalentes nos tercis de maior consumo (p= 0,002). A Regressão Linear Múltipla demonstrou que, mesmo após ajuste para todos os confundidores, o maior consumo de AUP foi, independentemente, associado a maiores pontuações de dificuldades comportamentais (β= 0,300; IC 95% :0,05; 0,55). Complementarmente, o aumento no consumo de Alimentos In Natura ou Minimamente Processados (AIMP) associou-se a uma redução na Pontuação Total de Dificuldades (β = - 0,410; IC 95%: -0,70; -0,12). Conclusão: O consumo de AUP atua como um fator de risco importante do aumento das dificuldades comportamentais na adolescência. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas abrangentes que promovam a substituição dos AUP por dietas baseadas em AIMP, visando a proteção da saúde mental dos adolescentes brasileiros.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA/CCBS} }