@MASTERSTHESIS{ 2026:1198094552, title = {Indicadores de saúde materna e infantil em uma capital do nordeste brasileiro: Uma análise de séries temporais}, year = {2026}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6914", abstract = "Introdução: Os problemas de saúde materna e infantil permanecem expressivos em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média renda. No Brasil, as desigualdades regionais ainda comprometem o alcance das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com o Nordeste apresentando grandes desafios. Nesse contexto, o monitoramento da saúde materna e infantil a partir dos indicadores disponíveis nos sistemas de informação possibilita a avaliação contínua do desempenho dos serviços e das ações desenvolvidas, especialmente no âmbito do cuidado nos primeiros 1000 dias. Objetivo: Analisar a tendência temporal de indicadores de saúde materna e infantil da Atenção Primária à Saúde (APS) na cidade de São Luís, capital do Maranhão, no período de 2017 a 2024. Método: Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Informação em Saúde da Atenção Básica (SISAB) sendo seis relativos à saúde da mulher [Nº de gestantes com consultas iniciadas até 12 semanas de idade gestacional (IG); Nº de gestantes com exames realizados até 20 semanas de IG; Nº de gestantes com 6 ou mais consultas pré-natais; Nº de ações educativas coletivas com gestantes; Nº de visitas domiciliares do agente comunitário de saúde (ACS) à gestante; Nº de visitas domiciliares do ACS à puérpera] e quatro relativos à saúde da criança [Nº de visitas domiciliares do ACS ao recém nascido (RN); Nº de crianças em aleitamento materno exclusivo; Nº de crianças em aleitamento complementado; e Nº de crianças com vacina em dias]. Todos os indicadores foram tratados como razão a cada 100 nascidos vivos. As tendências foram estimadas em regressão de JoinPoint, estimando-se as variações percentuais semestrais (VPS), considerando alpha de 5%. Para cada indicador, o número de JoinPoints foi escolhido com base no menor Bayesian Information Criterion (BIC). Resultados: A análise descritiva evidenciou ampla variabilidade nos indicadores, com coeficientes de variação elevados, refletindo irregularidade na oferta das ações de APS. Na análise de tendência temporal (modelo JoinPoint) observou-se alta variabilidade entre os indicadores, com maiores coeficientes de variação nos indicadores “nº de ações educativas coletivas com gestantes” (CV=90%) e “nº de gestantes com seis ou mais consultas pré-natais” (CV=81%). Tendências crescentes significativas foram identificadas para o início precoce do pré-natal (VPS=14,77%; p<0,001), realização de seis ou mais consultas de prénatal (VPS=20,06%; p<0,001) e exames até 20 semanas no período de 2017 a 2023 (VPS=15,20%; p=0,003), com inflexão não significativa no período final. As ações educativas apresentaram redução significativa entre 2019 e 2021, seguida de crescimento após esse período (VPS=36,74%; p=0,002). O aleitamento materno exclusivo (VPS=16,58%; p<0,001) e o aleitamento complementado a partir de 2020 (VPS=21,50%; p=0,024) também apresentaram crescimento significativo. Por outro lado, observou-se comportamento oscilatório nas visitas domiciliares e nos indicadores relacionados à vacinação e acompanhamento infantil. Conclusão: A tendência temporal dos indicadores de saúde materna e infantil na APS de São Luís evidenciou comportamento heterogêneo no período de 2017 a 2024. Observou-se avanço consistente nos indicadores relacionados ao acesso oportuno ao pré-natal e às práticas de aleitamento materno, em contraste com instabilidades na oferta e na regularidade de ações assistenciais, especialmente nas visitas domiciliares, vacinação e acompanhamento infantil.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA/CCBS}, note = {DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA/CCBS} }