@MASTERSTHESIS{ 2025:1565397836, title = {MONITORAMENTO DA VARIABILIDADE ESPAÇO-TEMPORAL DA CONCENTRAÇÃO ATMOSFÉRICA DE DIÓXIDO DE CARBONO SOBRE ÁREAS AGRÍCOLAS NA ROTA DE EXPORTAÇÃO DE GRÃOS DO PORTO DE ITAQUI}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6907", abstract = "O monitoramento da concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera é fundamental para compreender os impactos do uso e cobertura da terra no balanço de carbono. Nesse contexto, o sensoriamento remoto se apresenta como uma ferramenta estratégica, permitindo a obtenção de dados essenciais para promover a sustentabilidade da produção agrícola, inclusive ao possibilitar uma melhor compreensão da emissão de CO₂ nos agroecossistemas. Portanto, o objetivo do trabalho foi analisar, caracterizar e quantificar a dinâmica espaço-temporal do estoque de carbono nas áreas agrícolas da rota de exportação de grãos do Porto do Itaqui via Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) na última década. Foram utilizadas séries temporais de 2016 a 2023 das informações de XCO₂ de áreas de pastagem e soja, obtidos pela plataforma administrada pela NASA, GES DISC e comparadas com elementos meteorológicos (precipitação, temperatura e umidade relativa do ar) extraídos do NASA POWER e índices de vegetação (NDVI, EVI e LAI) derivados do sensor MODIS-Terra. As análises estatísticas incluíram gráficos boxplot anuais e mensais, gráficos de tendência temporal do XCO2 com aplicação do teste não paramétrico Mann-Kendall e do teste de normalidade Shapiro-Wilk com nível de significância de 5%, todos realizados por meio de linguagem Python. No que se refere à elaboração de mapas temáticos para investigar a influência dos fatores ambientais sobre a dinâmica do carbono, foram criados pelos softwares Qgis® e ArcGis®. Além disso, aplicou-se a técnica de “hot-spot analysis” para identificar aglomerações espaciais de altas e baixas concentrações de CO₂ em áreas de soja e pastagem, assim como foi analisado as anomalias de XCO2 para ambas áreas. A variação temporal de XCO2 para as áreas de pastagem e soja não mostraram tendência significativa, apresentando comportamento estável com poucas oscilações ao longo dos anos. O teste Shapiro-Wilk indicou que os dados não seguemuma distribuição normal, embora se aproximem de uma curva normal. A análise espacial revelou padrões de hotspots de concentrações de CO₂ elevadas em áreas de pastagem degradada, enquanto regiões dominadas pela soja apresentaram maior ocorrência de “cold-spots”. Os anos com maiores hotspots em áreas de pastagem e soja foram 2020 e 2022, já os anos com maiores cold-spots em áreas de pastagem foram 2019, 2021 e 2023, enquanto que para as áreas de soja foram 2019 e 2021. Em áreas de soja, verificou-se correlação negativa entre XCO₂ e os índices de vegetação NDVI e EVI. A influência das variáveis meteorológicas foi significativa, ou seja, a precipitação e a umidade relativa do ar mostraram associação positiva com a redução do XCO₂, especialmente durante períodos de estiagem, enquanto a temperatura apresentou correlação inversa. Essas descobertas indicam que os agroecossistemas da região respondem de maneira diferenciada às condições climáticas e ao manejo do solo, com implicações diretas para a sustentabilidade agrícola e para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, é viável a conexão socioeconômica a fim de relacionar os padrões de XCO₂ à expansão agrícola, à demanda global por commodities e às políticas públicas voltadas à neutralidade de carbono. Essas perspectivas reforçam a relevância do uso de sensoriamento remoto aliado a dados climáticos no acompanhamento das emissões e do sequestro de carbono.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS}, note = {COORDENAÇÃO DO CURSO DE AGRONOMIA/CCAA} }