@MASTERSTHESIS{ 2025:1579846180, title = {A figuração da criança e do adulto em O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6721", abstract = "Esta dissertação investiga a figuração da criança e do adulto na obra O Pequeno Príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), com ênfase nas dimensões simbólicas, alegóricas e figurativas das personagens. A pesquisa parte do pressuposto de que a literatura, enquanto espaço privilegiado de representação da experiência humana, pode revelar e tensionar os modos como a infância e a vida adulta são simbolicamente construídas. Nesse sentido, propõe-se analisar de que maneira a obra articula uma crítica ao mundo adulto, marcado por racionalismos estéreis e valores utilitários, por meio da construção de personagens arquetípicos que condensam modos de ser e de ver o mundo. A figura da criança — encarnada no pequeno príncipe — é interpretada como metáfora da escuta sensível, da imaginação e da afetividade, revelando-se um polo de resistência simbólica frente às estruturas rígidas da modernidade. A análise está fundamentada nos aportes teóricos de Anatol Rosenfeld, Antonio Candido e Carlos Reis, para o estudo da personagem literária; João Adolfo Hansen e Carlos Ceia, para a compreensão da alegoria; e Gilbert Durand, Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, no que se refere à simbologia e ao imaginário. A metodologia adotada combina leitura crítica e análise interpretativa da obra, com enfoque qualitativo e caráter descritivo-analítico, considerando tanto os aspectos formais da narrativa quanto seu contexto histórico de produção, especialmente o período da Segunda Guerra Mundial. A dissertação está organizada em quatro capítulos. O primeiro discute a centralidade da personagem na construção narrativa; o segundo examina o funcionamento da alegoria como forma de expressão de conteúdos morais e filosóficos; o terceiro situa O Pequeno Príncipe no contexto histórico-literário de sua criação e recepção; e o quarto analisa as tensões entre infância e vida adulta, questionando os limites genéricos da obra e suas implicações simbólicas. Ao final, conclui-se que a narrativa de Saint-Exupéry transcende os limites da literatura infantojuvenil, articulando uma noção de infância que convoca o leitor à reflexão sobre os fundamentos da existência, da escuta e do vínculo afetivo. O Pequeno Príncipe, nesse sentido, afirma-se como uma obra aberta, capaz de evocar múltiplas camadas de significação e de figurar arquétipos que continuam a ressoar na sensibilidade contemporânea.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS - Campus Bacabal}, note = {DEPARTAMENTO DE LETRAS/CCH} }