@MASTERSTHESIS{ 2025:646136793, title = {MANEJO DE SEMENTES POR Dinoponera gigantea (HYMENOPTERA: FORMICIDAE) EM UMA ÁREA DE CERRADO NO NORDESTE DO BRASIL}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6715", abstract = "O manejo de frutos e sementes por formigas envolve uma série de etapas que vão desde a coleta, manuseio, uso até a destinação desses recursos. O estudo das interações entre Dinoponera gigantea e sementes auxilia na compreensão das funções ecológicas desempenhadas por essa espécie no ambiente do Cerrado. Este trabalho avaliou o processo de coleta, transporte e destino das sementes utilizadas por D. gigantea, e a influência dessa interação na germinação de sementes em uma área de Cerrado do Nordeste do Brasil. Para investigar a coleta e dispersão foram disponibilizados diásporos de Davilla nitida e Palicourea hoffmannseggiana, com e sem elaiossomo, ao longo de 10 estações de coleta no entorno de ninhos e trilhas de forrageio. Para avaliar o efeito da manipulação das sementes na germinação foram conduzidos três tratamentos em condições controladas (270 sementes): sementes coletadas em ninhos sem elaiossomo (I), sementes preservadas da planta-mãe (II) e sementes com elaiossomo removido manualmente (III). Registrou-se maior coleta e dispersão para P. hoffmannseggiana: 54% das sementes coletadas foram dispersas, enquanto 46% foram levadas para os formigueiros, com distâncias variando entre 3 e 25 metros. Sementes com elaiossomo e tamanho médio de 0,6 cm foram as mais coletadas. A coleta foi influenciada pelo número de formigas, pelo tamanho das sementes e pela presença do elaiossomo, mas não pela distância, temperatura e umidade. Os ninhos escavados apresentaram profundidade média de 35 cm, 8 câmaras internas e de 30 a 44 formigas por ninho,sementes foram encontradas principalmente na terceira câmara, todas sem elaiossomo. Os testes de geminação mostram que 73,7% das semenes germinaram, sem diferenças estatísticas significativas entre os tratamentos. O Tratamento III, entretanto, apresentou maior porcentagem de germinação (81,1%), maior índice de velocidade de germinação (3,0) e menor tempo médio de germinação (34,7 dias), indicando maior eficiência. A presença ou ausência de elaiossomo não afetou significativamente o processo de germinação, enquanto a ação de D. gigantea não exerce interferência direta. Esses resultados ampliam a compreensão das interações entre fauna e flora, destacam o papel ecológico de D. gigantea na dinâmica de dispersão e reforçam a importância da conservação dessa espécie-chave nos ecossistemas do Cerrado.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS}, note = {COBI - COORDENAÇÃO DO CURSO DE BIOLOGIA/CCCH} }