@PHDTHESIS{ 2025:842093291, title = {LESÕES VASCULARES RENAIS COMO FATORES PROGNÓSTICOS NA NEFRITE LÚPICA}, year = {2025}, url = "https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/6707", abstract = "Introdução: A nefrite lúpica (NL) é uma das principais causas de morbimortalidade do lúpus eritematoso sistêmico. Seu diagnóstico e prognóstico, segundo a classificação da ISN/RPS, dependem basicamente de dados referentes aos glomérulos e tubulointerstício, o que não reflete inteiramente a fisiopatologia da doença. Nesse contexto, as lesões vasculares renais (LVRs) têm sido cada vez mais estudadas como determinantes de pior prognóstico renal na NL, mas são pouco descritas na população brasileira. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva multicêntrico com 440 pacientes com NL confirmada por biópsia (2014–2024), divididos em grupos com e sem LRV. As LVR foram subdivididas em esclerose arterial (EA), microangiopatia trombótica (MAT), vasculopatia lúpica não inflamatória (VNNI) e vasculite renal verdadeira (VRV). Um modelo linear generalizado foi utilizado para investigar a associação entre as LVR e a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) no momento da biópsia. Num segundo momento, 212 pacientes foram avaliados durante um seguimento de 2 anos, e as diferenças nas TFGe entre os grupos foi avaliada através de uma modelo linear misto. Nos dois momentos, os modelos foram ajustados por variáveis de confusão baseadas em um modelo teórico causal definido por Directed Acyclic Graph (DAG). Resultados: No momento da biópsia renal, pacientes com EA e MAT eram mais hipertensos, com TFG menor e maior índice de cronicidade e fibrose intersticial/atrofia tubular. Apresentar sinais de MAT à biópsia renal associou-se ainda a maior necessidade de diálise aguda. No modelo ajustado, EA, MAT e VNNI permaneceram independentemente associadas a menor TFGe (reduções médias de 15,4, 24,2 e 18,5 mL/min/1,73 m²; p < 0,05). Durante o seguimento, os pacientes sem lesão vascular apresentaram níveis mais elevados e aumento consistente da TFGe durante os 24 meses de seguimento. MAT apresentou média de TFGe menor que os pacientes sem lesão, com posterior recuperação parcial. EA apresentou média de TFGe persistentemente mais baixa em relação aos pacientes sem lesão. MAT e EA comportaram-se como fatores de risco independentes para menor recuperação da TFGe após o tratamento. Conclusão: Na população brasileira, EA, MAT e VNNI configuram marcadores de disfunção renal na NL. Esses achados reforçam o papel prognóstico das lesões vasculares renais em pacientes com NL.", publisher = {Universidade Federal do Maranhão}, scholl = {PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE/CCBS}, note = {CBS1 - COORDENAÇÃO ESPECIAL DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS E PATOLOGIA/CCBS} }