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Tipo do documento: Dissertação
Título: Escrevivências docentes negras do curso de licenciatura em educação física da UFMA
Título(s) alternativo(s): Writings by Black Faculty Members in the Physical Education Teacher Education Program at UFMA
Autor: SOUSA, Marcos Rogério Leitão 
Primeiro orientador: MACHADO, Raimunda Nonata da Silva
Primeiro membro da banca: MACHADO, Raimunda Nonata da Silva
Segundo membro da banca: BIANCHINI, Angelo Rodrigo
Terceiro membro da banca: VIANA, Raimundo Nonato Assunção
Resumo: O acesso de mulheres negras à docência no ensino superior brasileiro ainda é marcado por desafios históricos relacionados ao racismo estrutural, à desigualdade de gênero e à exclusão epistêmica. No campo da Educação Física, essas barreiras se tornam ainda mais evidentes diante de uma tradição acadêmica pautada por padrões eurocentrados de corpo, saber e prática. Este estudo analisa como as escrevivências de docentes negras, que participaram da criação e implementação do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), evidenciam experiências de enfrentamento, resistência e construção de uma docência atravessada por raça, gênero e classe. Adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na fenomenologia hermenêutica complementada pela escrevivência como epistemologia de resistência (um modo de produzir conhecimento a partir da experiência vivida nas relações cotidianas, em que o pessoal se entrecruza com o coletivo) e como metodologia narrativa (ao ato de pesquisar e narrar a própria experiência como prática de construção e expressão do saber). Os dados foram produzidos por meio de uma Roda de Diálogo, intitulada “Professoras Negras Tecendo Memórias na Educação Física”, realizada no âmbito do VI Julho das Pretas (JUPre) e da V Jornada de Educação Afrocentrada (JEAfro), um espaço de partilha e escuta, no qual emergiram narrativas de escrevivências que articulam memória, corpo e ancestralidade. Os resultados revelam que as professoras negras enfrentam múltiplas formas de deslegitimação e desigualdade, mas também constroem estratégias de resistência e afirmação, transformando o cotidiano acadêmico em campo de luta e de (re)invenção de saberes. Sua presença na Educação Física contribui para o reconhecimento dos saberes locais e a consolidação de práticas pedagógicas comprometidas com a equidade. Suas escrevivências constituem uma epistemologia viva, na qual o ato de narrar-se é também o ato de existir e resistir, desestabilizando hierarquias históricas de conhecimento e afirmando a potência das mulheres negras como produtoras de saberes e de transformação social.
Abstract: The access of Black women to teaching positions in Brazilian higher education is still marked by historical challenges related to structural racism, gender inequality, and epistemic exclusion. In the field of Physical Education, these barriers become even more evident in the face of an academic tradition guided by Eurocentric standards of body, knowledge, and practice. This study analyzes how the lived experiences of Black female teachers, who participated in the creation and implementation of the Physical Education undergraduate course at the Federal University of Maranhão (UFMA), reveal experiences of confrontation, resistance, and the construction of a teaching practice traversed by race, gender, and class. It adopts a qualitative approach, grounded in hermeneutic phenomenology complemented by lived experience as an epistemology of resistance (a way of producing knowledge from lived experience in everyday relationships, where the personal intersects with the collective) and as a narrative methodology (the act of researching and narrating one's own experience as a practice of constructing and expressing knowledge). The data were produced through a Dialogue Circle, entitled “Black Women Teachers Weaving Memories in Physical Education,” held within the scope of the VI Black Women's July (JUPre) and the V Afrocentric Education Conference (JEAfro), a space for sharing and listening, in which narratives of lived experiences emerged that articulate memory, body, and ancestry. The results reveal that Black women teachers face multiple forms of delegitimization and inequality, but also construct strategies of resistance and affirmation, transforming the academic daily life into a field of struggle and (re)invention of knowledge. Their presence in Physical Education contributes to the recognition of local knowledge and the consolidation of pedagogical practices committed to equity. Their lived experiences constitute a living epistemology, in which the act of narrating oneself is also the act of existing and resisting, destabilizing historical hierarchies of knowledge and affirming the power of Black women as producers of knowledge and social transformation.
Palavras-chave: escrevivência;
docência negra;
fenomenologia hermenêutica;
Educação Física;
interseccionalidade.
writing as a lived experience;
black teaching;
hermeneutic phenomenology;
physical education;
intersectionality.
Área(s) do CNPq: Educação
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Maranhão
Sigla da instituição: UFMA
Departamento: DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO I/CCSO
Programa: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO/CCSO
Citação: SOUSA, Marcos Rogério Leitão. Escrevivências docentes negras do curso de licenciatura em educação física da UFMA. 2026. 108 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação/CCSO) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2026.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7201
Data de defesa: 9-Jul-2026
Aparece nas coleções:DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

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