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https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7031| Tipo do documento: | Dissertação |
| Título: | Tendência da mortalidade neonatal no nordeste brasileiro de 2014-2023 |
| Título(s) alternativo(s): | Trends in neonatal mortality in northeastern Brazil from 2014-2023 |
| Autor: | SANTANA, Marta Silva de ![]() |
| Primeiro orientador: | BATISTA, Rosângela Fernandes Lucena |
| Primeiro coorientador: | D'EÇA JÚNIOR, Aurean |
| Primeiro membro da banca: | BATISTA, Rosângela Fernandes Lucena |
| Segundo membro da banca: | POTY, Nalma Alexandra Rocha de Carvalho |
| Terceiro membro da banca: | SOEIRO, Vanessa Moreira da Silva |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: A mortalidade neonatal corresponde ao óbito de zero a 27 dias de vida, configurando-se como um importante problema de saúde pública, sobretudo em países em desenvolvimento. No Brasil, as maiores taxas concentram-se nas regiões Norte e Nordeste, evidenciando marcantes desigualdades em comparação ao Sul e Sudeste. OBJETIVOS: Analisar a tendência da mortalidade neonatal e seus elementos, bem como a sua distribuição na região Nordeste brasileira de 2014-2023. METODOLOGIA: Estudo ecológico de série temporal que analisou o comportamento e a tendência dos óbitos neonatais no Nordeste de 2014-2023, utilizando dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Mortalidade. Os dados foram categorizados e organizados para tratamento estatístico descritivo e de regressão, utilizando-se o software Rstudio®, com modelo de regressão de Prais-Winsten. As causas foram analisadas conforme os grupos do Capítulo 10 da Classificação Internacional de Doenças. RESULTADOS: Registraram-se 62.600 óbitos neonatais, dos quais 76,8% ocorreram no período precoce e 23,2% no tardio, com pico em 2017 e 2018 e maior concentração na Bahia e em Pernambuco. Os óbitos concentraram-se, principalmente entre recém-nascidos do sexo masculino (55,3%), pardos (70,7%) e com extremo baixo peso ao nascer (34,1%), sendo predominantes entre filhos de mães jovens (20-29 anos), pardas (70,7%) e com escolaridade intermediária (47,9%). Sobressaíram óbitos por afecções perinatais e malformações congênitas. Os óbitos neonatais precoces foram majoritários, com invariabilidade nas taxas durante a década, enquanto os óbitos tardios aumentaram após 2020, e as taxas totais registraram patamares semelhantes no período e até levemente crescentes. Bahia e Sergipe exibiram as maiores taxas, enquanto Ceará e Alagoas registraram as menores. No período tardio, Sergipe e Piauí lideraram os indicadores, contrastando com Rio Grande do Norte e Alagoas, que exibiram as menores marcas. A tendência geral da mortalidade neonatal total para o Nordeste é de estabilidade (p=0,633), e entre os estados, a Paraíba apresentou tendência crescente, (APC=1,49%; p=0,021, o Rio Grande do Norte decrescente (APC=- 1,18%; p=0,008) e os demais estados estabilizaram. Para o período precoce, houve declínio no Rio Grande do Norte (APC=-1,85%; p=0,015) e no Piauí (APC=-1,21%; p=0,045) e ascensão em Sergipe (APC=1,54%; p=0,020), já no panorama regional, as taxas estabilizaram (p=0,187). E para o período tardio, há progressão sistêmica na região (APC=1,70%; p=0,001); entre os estados, verificam-se progressão na Bahia (APC=3,24%; p=0,002), com ápice no crescimento, na Paraíba (APC=3,17%; p=0,010) e em Alagoas (APC=1,42%; p=0,049) e estabilidade nos demais estados. CONCLUSÃO: Observa-se estabilidade da mortalidade neonatal no Nordeste, com variações entre os estados: redução no Rio Grande do Norte e Piauí e aumento na Paraíba e Sergipe. Destaca-se a elevação no período tardio em Alagoas, Bahia e Paraíba e no conjunto regional. Predominaram óbitos precoces por causas perinatais passíveis de prevenção, indicando a persistência de desafios e falhas na assistência, exigindo qualificação do cuidado. |
| Abstract: | INTRODUCTION: Neonatal mortality corresponds to death between zero and 27 days of life, constituting a significant public health problem, especially in developing countries. In Brazil, the highest rates are concentrated in the North and Northeast regions, highlighting marked inequalities compared to the South and Southeast. OBJECTIVES: To analyze the trend of neonatal mortality and its elements, as well as its distribution in the Brazilian Northeast region from 2014-2023. METHODOLOGY: This ecological time-series study analyzed the behavior and trends of neonatal deaths in Northeast Brazil from 2014 to 2023, using secondary data obtained from the Mortality Information System. The data were categorized and organized for descriptive and regression statistical analysis using Rstudio® software with a Prais-Winsten regression model. Causes were analyzed according to the groups in Chapter 10 of the International Classification of Diseases. RESULTS: A total of 62,600 neonatal deaths were recorded, of which 76.8% occurred in the early period and 23.2% in the late period, peaking in 2017 and 2018 with the highest concentration in Bahia and Pernambuco. Deaths were mainly concentrated among male newborns (55.3%), mixed-race infants (70.7%), and those with extremely low birth weight (34.1%), predominantly among children of young mothers (20-29 years old), mixed-race infants (70.7%), and those with intermediate education levels (47.9%). Deaths due to perinatal conditions and congenital malformations were prominent. Early neonatal deaths were the majority, with rates remaining unchanged throughout the decade, while late neonatal deaths increased after 2020, and total rates remained similar throughout the period, even slightly increasing. Bahia and Sergipe showed the highest rates, while Ceará and Alagoas recorded the lowest. In the later period, Sergipe and Piauí led the indicators, contrasting with Rio Grande do Norte and Alagoas, which showed the lowest marks. The overall trend in total neonatal mortality for the Northeast region is one of stability (p=0.633). Among the states, Paraíba showed an increasing trend (APC=1.49%; p=0.021), Rio Grande do Norte a decreasing trend (APC=-1.18%; p=0.008), and the remaining states remained stable. For the early neonatal period, there was a decline in Rio Grande do Norte (APC=-1.85%; p=0.015) and Piauí (APC=- 1.21%; p=0.045) and an increase in Sergipe (APC=1.54%; p=0.020). In the regional panorama, the rates stabilized (p=0.187). For the late neonatal period, there is systemic progression in the region (APC=1.70%; p=0.001); among the states, progression is observed in Bahia (APC=3.24%; p=0.002). Peak growth was observed in Paraíba (APC=3.17%; p=0.010) and Alagoas (APC=1.42%; p=0.049), while mortality remained stable in the other states. CONCLUSION: Neonatal mortality remained stable in the Northeast, with variations between states: a reduction in Rio Grande do Norte and Piauí, and an increase in Paraíba and Sergipe. A notable increase occurred in the late neonatal period in Alagoas, Bahia, and Paraíba, and regionally as a whole. Early deaths due to preventable perinatal causes predominated, indicating persistent challenges and shortcomings in care, requiring improved care. |
| Palavras-chave: | mortalidade infantil; mortalidade neonatal precoce; recém-nascido; estudos epidemiológicos; estudos de séries temporais. infant mortality; early neonatal mortality; newborn; epidemiological studies; time series studies. |
| Área(s) do CNPq: | Saúde Coletiva Epidemiologia |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade Federal do Maranhão |
| Sigla da instituição: | UFMA |
| Departamento: | DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM/CCBS |
| Programa: | PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCBS |
| Citação: | SANTANA, Marta Silva de. Tendência da mortalidade neonatal no nordeste brasileiro de 2014-2023. 2026. 67 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Enfermagem/CCBS) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2026. |
| Tipo de acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://tedebc.ufma.br/jspui/handle/tede/7031 |
| Data de defesa: | 10-Abr-2026 |
| Aparece nas coleções: | DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| MARTA_SANTANA.pdf | Dissertação de Mestrado | 1,03 MB | Adobe PDF | Baixar/Abrir Pré-Visualizar |
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